quarta-feira, 14 de outubro de 2009

AMOSTRA # 7

Esta letra é quase que uma tradução de minha própria filosofia de vida. Hoje, penso exatamente como escrevi - quem me conhece bem perceberá isto claramente. Também é algo das antigas, que reformulei. E o interessante é que na época eu ainda não tinha esta visão, não possuía a atitude descrita na letra. Será que eu inspirei a mim mesmo? Não sei dizer, não lembro como foi minha, digamos, “transição” do Alessandro antigo para o atual.

O passado pra mim é sempre nebuloso, pois nunca gasto tempo útil do presente pensando em coisas que já aconteceram há tempos. Se foram coisas ruins, não posso fazer nada pra mudar ou consertar... e fico triste. Se foram coisas boas, mas não existem mais (pois tudo na vida muda) fico triste também, na melancolia da saudade. O que vale pra mim é o foco no presente, onde os prazeres e sabores da vida são palpáveis e imediatos.

Já o futuro é totalmente abstrato, imprevisível, poderá ser totalmente diferente do que podemos projetar hoje ou sequer existir para muitos de nós. Tempo e energia gastos tentando concretizar um futuro idealizado, são, em tese, potencias desperdícios. Tudo pode acontecer. Ou não acontecer. Por isso, prefiro planos a curto prazo e estar sempre usando todo o tempo livre disponível para fazer o máximo das coisas que gosto (ou mais de uma ao mesmo tempo, quando possível).

Assim, viva o presente!!!

Bom, mas voltemos para a letra. À primeira vista, o formato do refrão pode parecer enfadonho por ser excessivamente longo. Mas ainda acredito que, se for cantado do modo certo (talvez mesmo do modo como imaginei, quem sabe), irá soar como algo não só diferente, exótico mas, além disso, realmente bacana de se ouvir.


TIC-TAC

Estou fazendo a promessa
De não mais definhar
A partir de agora é que minha vida começa
Vou aproveitar

Agora vou parar
De criar limitações
Quero levar adiante e sem hesitar
Minhas decisões

(pré-refrão 1):

A vida é uma só
E não tem devolução
Se transformar em pó
É a reta de chegada dessa competição

(refrão):

Por isso...
Eu quero aproveitar
Tenho tanto o que fazer
Logo o prazo vai acabar
E eu vou morrer
A chance que Deus me dá
Eu não quero perder
Preciso tudo tentar
Enquanto ainda viver
Quando o fim chegar
Não quero me arrepender
Quero me alegrar
E também quero sofrer
Tanta coisa há
Para se aprender
Necessito testar
Pretendo saber
Necessito provar
Pretendo conhecer
Gostaria de amar
Desejo entender
Isso que faz chorar
E depois renascer
Por isso agora eu vou mudar
Vou começar a crescer
Enfim vou acordar
E compreender
Eu já estou lá
Agora vem você!

(intervalo médio)

Chega de jogar tempo fora
Com a vida alheia
Nosso maior tesouro indo assim embora
Por simples besteira

O nascimento é o início
Da contagem regressiva
Não existe na vida maior desperdício
Do que gente inativa

(pré-refrão 2):

O que agora decidi
Não tem mais volta
Enfim eu percebi
O anterior viver sem vida que hoje me revolta

(refrão)

(intervalo longo)

(refrão)

(encerramento)

Um comentário:

  1. CLAP...CLAP...CLAP...CLAP...CLAP...CLAP...CLAP.......
    Realmente não posso negar,é sua autobiografia nessa letra!
    Está perfeita,perfeita!!!!


    Beijocas de luz

    R

    ResponderExcluir