sexta-feira, 4 de setembro de 2009

AMOSTRA # 6

Mais de uma década atrás, eu criei três versões diferentes da letra a seguir - sem conseguir decidir qual seria a melhor delas. E, claro, quais eu poderia descatar. Hoje, decidi acabar com este antigo e há tempos abandonado impasse. No final das contas, ao reler todas, a solução me veio num estalo: mesclei tudo o que as três versões continham de único em um mesmo texto, de forma a aproveitar o que cada uma possuía de bom em relação ao formato e conteúdo. Claro, também alterei o conteúdo de alguns trechos, para contornar a repetição de algumas idéias que as diferentes versões compartilhavam. Assim, fiquei com a letra abaixo, que mostra uma estética mais variada do que o habitual dentro do meu estilo. E não é que gostei bastante do resultado final? Espero que apreciem também...



ARTES DE GUERRA


Não aceito as manobras navais
Bombardeando ilhas, exterminando animais
Não me agradam os testes nucleares
Contaminando terras, mares e ares
Não vou, ora
Aprovar o destino
Das verbas tiradas de escola
Que promove o ensino
Pra ver se a marinha descola
Um novo submarino

Não sou comparsa
Dessa mentalidade
Cuja maior baixa
É na sociedade
O soldado lutando no front e o povo contra a necessidade

(pré-refrões 1)

Não quero ver o rumo que está seguindo o mundo
O emprego das artes de guerra acima de tudo
Não quero ver nosso planeta moribundo
O conceito das artes de guerra nos levando ao fundo

(refrões )

Parem com estas artes de guerra
Parem de criar tanto atrito
Parem, assim o mundo se ferra
É nosso grito

Parem com estas artes de guerra
Parem de buscar o conflito
Parem ou a gente se enterra
Não admito

Parem com estas artes de guerra
Parem com este gosto esquisito
Parem de arrasar com a terra
Não é bonito

Parem com estas artes de guerra
Parem de seguir este rito
Parem com estas artes de guerra
Eu repito

(intervalo médio)

Não aprecio ver dinheiro aos montes
Sugado pra uso militar de todas as fontes
Não me entra pela garganta
O sabor patriota que camufla e encanta
Não vejo a razão
Que pode haver
Em fabricar munição
Com o povo sem comer
Defenda a nação
Que ela não defende você

Não posso, não, aprovar
Toda essa tecnologia
Desenvolvida para o caos espalhar
E não pra conseguir harmonia
Ciência tão fria

(pré-refrões 2)

Não quero ter que ver aumentar este corte profundo
O uso das artes de guerra deixando o planeta desnudo
Não gosto do cheiro deste ferimento imundo
O conceito das artes de guerra nos levando ao fundo

Parem com estas artes de guerra
Parem de criar tanto atrito
Parem, assim o mundo se ferra
É nosso grito

Parem com estas artes de guerra
Parem de buscar o conflito
Parem ou a gente se enterra
Não admito

Parem com estas artes de guerra
Parem com este gosto esquisito
Parem de arrasar com a terra
Não é bonito

Parem com estas artes de guerra
Parem de seguir este rito
Parem com estas artes de guerra
Eu repito

(intervalo longo)

Não suporto ver a destruição da História
Cuja maior lição foi mostrar que é na paz que há glória
As bombas caindo
E sumindo
Com nossa memória
Monumentos ruindo,
O passado fugindo
Antes da hora

(repetir pré-refrões 1 e 2)

(repetir refrões)

(repetir refrões)

Parem com estas artes de guerra
Eu repito!

(encerramento)

Um comentário:

  1. Não é pq sou sua fã número zero que fico puxando sardinha para o seu lado...rsrsrsrsrs...é porque vc é bom mesmo e capricha em tudo o que faz!
    Tá realmente estrondosa essa letra!
    Parabéns my friend...

    Beijo na alma e por favor...não pare nunca de postar essas maravilhas aqui!

    Carinhosamente

    Eu

    ResponderExcluir