segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Mais uma tentativa de criar letras despojadas, divertidas. Esta já não é tão antiga, e é um dos poucos casos em que lembro o período exato (1998).




PACTO (Parte 1: A Proposta)



Se eu puder
Eu tomo a sua vida
Pois eu sou sim
Um demônio que precisa trampar

Pra quem vier
Calorosa acolhida
Venha a mim
É tão bom eternamente fritar

Vai gostar

(intervalo curto)

Te prometi
Poderes além da sua alçada
Pra que no fim
Sua pobre alma tenha um lugar

Assine aqui
Nessa linha pontilhada
Pense que enfim
Frio nunca mais irá passar

Vai assar

(intervalo curto)

(pré refrão)

Então seja humano – seja um pato!
Aceite o que ofereço e ainda fique grato
Eu até já carimbei seu retrato
E nem precisa me entregar a alma no ato

(refrão)

Faça um pacto
De impacto
Aceite o meu trato
Assine o contrato!

(intervalo longo)

Não hesite assim
Quem disse que o demo é ruim?
Calor sem fim
Diversão pra mim... quer dizer, pra nós (putz, mas aí não rima...)

(pré refrão)

(refrão)

E nem precisa me entregar a alma no ato

(encerramento)

sábado, 21 de novembro de 2009

Uma visão sobre a dualidade do amor, força que tão bem evidencia a Natureza: eterno cabo-de-guerra entre positivo-negativo, razão-emoção, yin-yang...

QUANDO A GENTE CAI


A armadilha está montada

Sempre esteve, sempre estará

Muitos sabem da cilada

E ainda querem arriscar


Sempre se encara este perigo

Todos os riscos desprezando

No confronto mais antigo

Todo mundo está lutando


A vontade de perder a briga

O desejo por captura

É o que mais instiga

Quem vai nessa aventura


Está lançada a isca

Que todo combatente morde

Seguindo a emoção à risca

Antes que a razão acorde


Pela própria vontade

A gente é encurralado

Corpo e mente em liberdade

O espírito algemado


(pré-refrões 1):


A gente cai na rede

A gente cai no poço

Encostados na parede

O coração em alvoroço


(refrões):


Quando a gente não segura mais

Quando a gente cai

Quando a gente aceita o desafio

O amor se garantiu

No amor a gente vai


Quando a gente já não se retrai

Quando a gente cai

Quando a gente cansa de fugir

O amor está aqui

No amor a gente vai


(intervalo médio)


A armadilha está montada

Sempre esteve, sempre estará

Muitos sabem da cilada

E ainda querem arriscar


Sempre se encara este perigo

Todos os riscos desprezando

No confronto mais antigo

Todo mundo está lutando


A vontade de perder a briga

O desejo por captura

É o que mais instiga

Quem vai nessa aventura


Está lançada a isca

Que todo combatente morde

Seguindo a emoção à risca

Antes que a razão acorde


Pela própria vontade

A gente é encurralado

Corpo e mente em liberdade

O espírito algemado


(pré-refrões 2):


A gente cai na rede

A gente cai no fosso

A paixão morta de sede

Com a corda no pescoço


(refrões)


(intervalo longo)


(pré-refrões 1 & 2)


(refrões)


(intervalo curto)


(refrões)


A gente já se rende

Sem fazer qualquer esforço

E então aquilo que nos prende

Rejuvenesce o velho e envelhece o moço


(encerramento)